terça-feira, novembro 14, 2006

Escada em Caracol
Poesia e Teatro – Oficina para Crianças

a partir dos seis anos
18 a 22 de Dezembro | 14:30 às 17:30
Inscrição: 60 euros

A Casa d’Os Dias da Água tem o prazer de propor um novo workshop teatral dedicado aos mais novos, desta vez a decorrer durante uma semana na época de Natal.

Esta oficina tem como objectivo introduzir a Criança ao mundo da Poesia e chama-se Escada em Caracol.

Escada em Caracol aborda a obra de dois Poetas que deixaram um legado de poesia para a infância extremamente interessante: Fernando Pessoa e Cecília Meireles, incluindo ainda parte das recolhas de textos populares de Adolfo Coelho.

Espera-se com esta iniciativa que os mais novos aprendam a valorizar a imagem poética, o sentido das palavras, a leitura, a comunicação, e finalmente, a importância da partilha na orgânica de grupo.

No final do workshop está previsto a apresentação de Acto Poético ( dramatização de poemas escolhidos pelo grupo ), para o qual convidamos desde já todos os pais, amigos e interessados.

Cristina do Aido é a actriz e encenadora que orienta o curso anual: Teatro Com Crianças Dentro a decorrer presentemente todos os Sábados de manhã n’Os Dias da Água. Em Setembro último, dirigiu aqui O Tigre O Homem e O Chacal. Grande parte do seu percurso é dedicado ao trabalho com crianças, tendo colaborado, entre outros, com o encenador brasileiro José Caldas e a compaanhia Teatrão.
INSCRIÇÕES ABERTAS

Casa d’Os Dias da Água | Rua D. Estefânia, 175, 1000-154 Lisboa | Tel: 213 140 352 info@osdiasdaagua.com | Acessos metro Saldanha bus 20-22-26-33-40
Hotel des Artistes

Inauguração: dia 18 de Novembro às 18h


A Casa d’Os Dias da Água vai inaugurar no próximo sábado, dia 18, pelas 18h, o seu projecto mais recente. Chama-se Hotel des Artistes e será exactamente o que o seu nome indica.


A programação ecléctica e intensa da Casa gera uma rotação e cruzamento constantes de vários artistas e projectos. Faltava um espaço de acolhimento e residência, aliás projectado desde a fundação da Casa em 2002, para podermos abrir ainda mais as possibilidades do nosso espaço.

O Hotel des Artistes ocupa o último andar da Casa d’Os Dias da Água e tem como primeiro residente e responsável o encenador e actor Miguel Loureiro. Tem ainda mais cinco Quartos, duas Casas de Bano, uma sala de estar e uma Kitchenet para apoio básico a pequenas refeições. A decoração é da responsabilidade do cenógrafo João Figueira Nogueira, com a equipe da Casa d’Os Dias da Água.


O Hotel funcionará como espaço de acolhimento e também como espaço criativo. Por um lado, servirá de alojamento a artistas que se desloquem a Lisboa para participar nos vários eventos e projectos que decorram na cidade. Em simultâneo, funcionará como residência, proporcionando meios, tempo e silêncio para que os artistas desenvolvam trabalho em Lisboa. A Casa d’Os Dias da Água, com o seu edifício de inicio do século XX e o jardim nas traseiras, é um espaço inspirador e tranquilo, ideal para criar um clima de criatividade e reflexão, tão necessário ao acto criativo.
18 de Novembro às 22h30 | bilhetes 10€

WORDSONG PESSOA

Wordsong é um projecto multimédia em que Pedro d'Orey ( Mler If Dada ), Alexandre Cortez e Filipe Valentim ( Rádio Macau ) e Nuno Grãcio , criam um mundo de som e imagem tendo como base a Poesia.

O concerto dos Wordsong na Casa d’Os Dias da Água integra a digressão nacional que a banda promove em Outubro e Novembro. Este espectáculo conta com a participação especial de Nuno Rebelo nas guitarras e Frederico Ferreira nas percussões, para além da colaboração do cenógrafo Pedro Silva, que desenvolveu todo o espaço cénico do concerto, e das animações em vídeo de Rita Sá.

Wordsong estreia-se em 2003 com um trabalho dedicado ao poeta Al Berto, A boa recepção por parte da critica e do público estimulou o impulso criativo do projecto e este ano os Wordsong regressam com uma interpretação muito própria da Poesia de Fernando Pessoa. As palavras do Poeta foram abordadas com total liberdade criativa pela banda, criando assim uma visão única do imaginário pessoano.
23 de Novembro a 17 de Dezembro | diariamente

João Pedro Vale Quem não chora, não mama


João Pedro Vale concebeu uma instalação sonora intitulada QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA para o projecto de arte púbica OBRAS NA FACHADA.

A instalação de João Pedro Vale permite ao transeunte ouvir um som que se assemelha a pessoas a chorar. Trata-se, no entanto, de uma gravação sonora de um concerto com um grupo de carpideiras da Nazaré.

Este projecto surge na continuidade de outros trabalhos onde o autor utiliza dados do folclore nacional para questionar de forma irónica a contribuição dos mesmos para a construção de uma identidade nacional e a forma como estes fenómenos são incorporados no imaginário colectivo.

João Pedro Vale apresenta o seu trabalho na Casa d’Os Dias da Água depois de exposições na galeria Leme em São Paulo, na Layr : Wuestenhagen, em Viena, ambas em Abril deste ano e do Project Room na F.I.A.C. ( Feira Internacional de Arte Contemporânea ), em Paris, no inicio de Novembro.

João Pedro Vale participa em Obras na Fachada a convite de Lúcia Sigalho, autora do projecto inaugural, apresentado na Casa em Julho de 2004. O artista que irá realizar as próximas OBRAS NA FACHADA em Abril próximo será, por sua vez, convidado por João Pedro Vale e assim sucessivamente, de acordo com a filosofia de artist’s runned space que preside à Casa d’Os Dias da Água.
28 de Novembro a 10 de Dezembro | Terça a Domingo | 21h30

BURGHER® KING LEAR de JOÃO GARCIA MIGUEL

João Garcia Miguel residente na Casa d’Os Dias da Água


João Garcia Miguel regressa à CASA D'OS DIAS DA ÁGUA com BURGUER KING LEAR uma tradução livre da celebrada peça de Shakespeare. Trata-se de uma versão bilingue em inglês/português para dois dos interpretes mais interessantes da actualidade: Anton Skrzypiciel ( australiano ) e Miguel Borges ( português ).

Este trabalho surge logo após a participação de João Garcia Miguel no Festival Fringe em Edimburgo (o maior festival europeu de artes performativas) com - ESPECIAL NADA, uma peça baseada nos Diários de Andy Warhol .

O texto original foi apropriado de forma pessoal pelo autor que decidiu, contudo, não lhe introduzir alterações substanciais, reduzindo-o antes ao que considerou mais relevante. Assim, foram realçados aspectos como o carácter frágil das personagens na sua luta pela sobrevivência e o conflito trágico que se desenrola no interior de cada uma delas. Em simultâneo, abordam-se questões relacionadas com a dimensão do homem comum - o Rei que abandona as suas responsabilidades de governação; a relação entre o Rei e as suas filhas...

João Garcia Miguel retoma aqui a temática do tempo, da transformação e da metamorfose, pressupostos que tem vindo a trabalhar ao longo do seu percurso. A alteração do título tem uma dupla intenção, irónica e crítica: segundo o autor, o texto original de Shakespeare foi trabalhado como se fosse um hambúrguer.


direcção e encenação João Garcia Miguel tradução e adaptação do texto João Garcia Miguel, a partir de King Lear de William Shakespeare interpretação Anton Skrzypiciel e Miguel Borges cenografia e figurinos Ana Luena produção executiva Marta Vieira agenciamento CAMPAI vzw Bruno Heynderickx co-produção e acolhimento Casa d’Os Dias da Água residência artística Convento da Saudação em Montemor-o-Novo

bilhetes 10€ | 7.5€ ( desconto para estudantes, profissionais da área do espectáculo e portadores de deficiência )
28 de Novembro a 10 de Dezembro | Terça a Domingo | 22h

COMPANHIA DE CAÇADORES
de Fernando Sousa, pela companhia Teatro Focus

A companhia Teatro Focus apresenta-se pella primeira vez na Casa d’Os Dias da Água com Companhia de Caçadores. Esta peça fecha a Trilogia dedicada à guerra colonial constituída por Infa ‘72 , baseada no massacre de Wiriamu, apresentada no Teatro Taborda, e Violeta, Puta de Guerra reflexão sobre a condição feminina na guerra colonial, apresentada no Teatro da Trindade.

A peça Companhia de Caçadores decorre durante um jantar de ex-combatentes da guerra colonial. Num restaurante dos arredores de Lisboa, três antigos oficiais, um capitão, um tenente e um alferes, deixam-se ficar, uma vez mais, para o fim da refeição. A conversa segue o rumo do costume – numa comunhão das tensões acumuladas durante os combates. As experiências da guerra e do pós-guerra são aqui abordadas, enquanto tentativas de reflectir sobre o passado recente, ainda que esquecido, do país.

Ficha artística

texto Fernando Sousa encenação Mário Trigo interpretação Claúdio da Silva, Inês Rosado, Filipe Costa, Francisco Campos desenho de cena, figurinos e desenho de luz Jean-Guy Lecat produção Joana Ferreira

bilhetes: 10€ | 7,5€ ( desconto para estudantes, profissionais da área do espectáculo e portadores de deficiência )